Mostrando postagens com marcador GEO2M1. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GEO2M1. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Disciplina: Geografia - Lins
Colégio QI
Rafael Douglas dos Santos Fernandes – 2º ANO I
Professor: Lins
Disciplina: Geografia
Problemas Urbanos
O processo de urbanização no Brasil vincula-se a transformações sociais que vêm mobilizando a população dos espaços rurais e incorporando-a à economia urbana, bem como aos padrões de sociabilidade e cultura da cidade. A inserção no mercado de trabalho capitalista e a busca por estratégias de sobrevivência e mobilidade social implicam na instalação em centros urbanos e em uma mobilidade espacial constantemente reiterada, que se desenrola no espaço da cidade ou tem nela sua base principal.
• Desemprego: provoca um grande crescimento no número de pessoas que atuam no mercado informal, além de promover o aumento da violência, pois muitas pessoas, pela falta de oportunidades, optam pelo crime.
• As favelas : Apresentam uma concentração de casebres e barracos em situação precária, desprovidos, em sua maioria, de serviços públicos básicos, geralmente estão situadas em áreas de risco e abrigam grandes grupos criminosos, como o tráfico de drogas.
• Desmatamento - Na maioria das vezes os locais onde vemos prédios enormes , e conjuntos habitacionais incríveis , eram pequenos fragmentos da fauna e flora brasileira , ali , nesse locais existiam arvores dos mais diversos tipos, e animais que tinham seu habitat fixo , porem com a evolução dos tempos que gerou a urbanização , arvores foram derrubadas e animais mortos .
• Poluição – A poluição , é um problema secundário , porquê vem da “lotação urbana” e da forte industrialização , pois , como tem muita gente junta sempre tem lixo espalhado , e as industrias que produzem milhares de produtos , muitas vezes acabam poluindo o ar , com suas chaminés .
• Violência – Roubos , furtos , assassinatos , estupros , são alguns reflexos da violência urbana , ruas escuras e falta de policiamento enaltecem a pratica desses crimes hediondos , que aterrorizam as pessoas noite e dia . não que isso não acontece na zona rural , mas certamente numa proporção muito diferente .
• Falta de Saneamento – A população sofre com tanto descaso por meio dos governantes , lixo nas ruas , esgoto a céu aberto , e ainda mais as doenças causadas por essas praticas . Isso causa vários outros problemas , como , lotação dos hospitais públicos , que são ocupados por pessoas que são contaminadas por diversas doenças .
quinta-feira, 28 de março de 2013
TRABALHO GEOGRAFIA – PROF. LINS
COLÉGIO QI – 2º I
TRABALHO GEOGRAFIA –
PROF. LINS
Grupo: Conceição Marta,
Matheus Marques, Marcos Carvalho, Marina Tavares, Francisco Lucas, Mayara Rolim
e Giovanni Caricio
O Toyotismo é um modo de
organização originário do Japão, caracterizado pelo just in time, criado por
Taiichi Ohno e surgiu nas fábricas de automóvel Toyota, após a Segunda Guerra
Mundial, tinha como elemento principal a flexibilização da produção. Ao
contrário do modelo fordista, que produzia muito e estocava essa produção, no
toyotismo só se produzia o necessário, reduzindo ao máximo os estoques. Essa
flexibilização tinha como objetivo a produção de um bem exatamente no momento
em que ele fosse demandado, no chamado Just in Time. Dessa forma, ao trabalhar
com pequenos lotes, pretende-se que a qualidade dos produtos seja a máxima
possível. Essa é outra característica do modelo japonês: a Qualidade Total
Esse sistema pode ser pode ser
caracterizado por:
·
Mecanização flexível
·
Processo de multifuncionalização de sua
mão-de-obra
·
Implantação de sistemas de controle de qualidade
total
·
Sistema just in time
·
Personalização dos produtos: Fabricar o produto
de acordo com o gosto do cliente
·
Controle visual: Havia alguém responsável por
supervisionar as etapas produtivas.
E suas principais características
são:
- Mão-de-obra
multifuncional e bem qualificada.
- Sistema flexível de
mecanização, voltado para a produção somente do necessário, evitando ao máximo
o excedente. A produção deve ser ajustada a demanda do mercado.
- Uso de controle
visual em todas as etapas de produção como forma de acompanhar e controlar o
processo produtivo.
- Implantação do sistema de qualidade total em todas as etapas de produção.
- Implantação do sistema de qualidade total em todas as etapas de produção.
- Aplicação do sistema
Just in Time, ou seja, produzir somente o necessário, no tempo necessário e na
quantidade necessária.
- Uso de pesquisas de mercado para adaptar os produtos às exigências dos clientes.
- Uso de pesquisas de mercado para adaptar os produtos às exigências dos clientes.
- No toyotismo, só se
produz o necessário, reduzindo ao máximo os estoques. Essa flexibilização,
tinha como objetivo a produção de um bem exatamente no momento em que ele fosse
demandado, no chamado Just in Time. Dessa forma, ao trabalhar com pequenos
lotes, pretende-se que a qualidade dos produtos seja a máxima possível. Essa é
outra característica do modelo japonês: a Qualidade Total.
TRABALHO SOBRE TOYOTISMO
Alunos: José Victor José Lopes Andréa Moura Ingrid Carvalho Vitor farias jamacy Pires Bruno Pedrosa Ano: 2 ano I manhã Qi Epitácio
O que é
Toyotismo é um sistema de organização voltado para a produção de mercadorias. Criado no Japão, após a Segunda Guerra Mundial, pelo engenheiro japonês Taiichi Ohno, o sistema foi aplicado na fábrica da Toyota (origem do nome do sistema). O Toyotismo espalhou-se a partir da década de 1960 por várias regiões do mundo e até hoje é aplicado em muitas empresas.
Principais características do Toyotismo:
- Mão-de-obra multifuncional e bem qualificada. Os trabalhadores são educados, treinados e qualificados para conhecer todos os processos de produção, podendo atuar em várias áreas do sistema produtivo da empresa.
- Sistema flexível de mecanização, voltado para a produção somente do necessário, evitando ao máximo o excedente. A produção deve ser ajustada a demanda do mercado.
- Uso de controle visual em todas as etapas de produção como forma de acompanhar e controlar o processo produtivo.
- Implantação do sistema de qualidade total em todas as etapas de produção. Além da alta qualidade dos produtos, busca-se evitar ao máximo o desperdício de matérias-primas e tempo.
- Aplicação do sistema Just in Time, ou seja, produzir somente o necessário, no tempo necessário e na quantidade necessária.
- Uso de pesquisas de mercado para adaptar os produtos às exigências dos clientes.
CONCLUSÃO
O que pudemos observar lendo e resumindo o texto foi que o Toyotismo veio para aperfeiçoar um método visando solucionar um paradigma: Como ajustar o sistema de produção aos moldes neoliberais.
A solução foi trazida por uma empresa que possuía limitações bem maiores do que as das grandes multinacionais fabris.
A empresa possuía sérias limitações de espaço de armazenamento e de produção e, como se não bastasse, a compra de tecnologia estrangeira, assim como a exportação de produtos, era extremamente limitada.
Neste cenário adverso, dois profissionais de visão foram capazes de enxergar uma saída para o entrave que se encontravam.
- Mão-de-obra multifuncional e bem qualificada. Os trabalhadores são educados, treinados e qualificados para conhecer todos os processos de produção, podendo atuar em várias áreas do sistema produtivo da empresa.
sábado, 15 de setembro de 2012
Fragmentação da Iugoslávia - 3º Bimestre
Grupo: Renata Luiza, Thainá Fernanda e Roberto Luiz.
Fragmentação da Iugoslávia
No Século XIX surgiu um movimento que buscava a união dos
povos eslavos do sul da Europa. O mesmo, conhecido como "Ilirismo",
tinha como objetivo integrar em um só Estado as regiões integrantes de dois
grandes impérios: o Austro-Húngaro e o Turco. Porém, somente depois de
finalizada a Primeira Guerra Mundial é que esta ideia pode tornar-se realidade.
Croácia, Eslovênia e Bósnia-Herzegovina, que se separaram do império
Austro-Húngaro, uniram-se à Sérvia e a Montenegro que, até o final do Século
XIX formavam parte do império Turco. Sobre estas peças soltas deste emaranhado
de culturas oriundas de dois impérios desaparecidos, passou a conformar-se o
reino da Iugoslávia.
A Segunda
Guerra Mundial foi devastadora para este país. Em 1941, a Iugoslávia foi
invadida pelas tropas nazistas e desmembrada em diversos componentes que
passaram a repartir-se entre a Alemanha e suas aliadas Itália e Hungria. Para
contraporem-se aos invasores surgiram dois grandes grupos guerrilheiros. O
primeiro perseguia o objetivo de libertar a Sérvia e, o segundo, de cunho
comunista, buscava a libertação de toda a Iugoslávia. Este grupo esteve
liderado pelo Secretário-Geral do Partido Comunista Iugoslavo, Josip Broz, mais
conhecido por Tito. Correspondeu a este personagem ser o artífice da libertação
de seu povo.
É
importante destacar que a Iugoslávia emergiu da Segunda Guerra Mundial totalmente
devastada. Diferentemente dos demais regimes comunistas do leste europeu,
produto dos avanços das tropas soviéticas, o iugoslavo impôs-se, basicamente,
pela força de suas armas. Isto proporcionou ao governo do Marechal Tito uma
liberdade de manobra que não experimentaram os demais regimes comunistas da
região. Inevitavelmente isto se traduziu, automaticamente, em um permanente
enfrentamento com Moscou.quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Geografia
Grupo: Luiz Weber, Manoel Paulo, Rodrigo Araújo, José Valentim e Daniel Gomes
Capitalismo Comercial
Este período estende-se do século XVI ao XVIII. Inicia-se com as Grandes Navegações e Expansões Marítimas Européias, fase em que a burguesia mercante começa a buscar riquezas em outras terras fora da Europa. Os comerciantes e a nobreza estavam a procura de ouro, prata, especiarias e matérias-primas não encontradas em solo europeu. Estes comerciantes, financiados por reis e nobres, ao chegarem à América, por exemplo, vão começar um ciclo de exploração, cujo objetivo principal era o enriquecimento e o acúmulo de capital. Neste contexto, podemos identificar as seguintes características capitalistas : busca do lucros, uso de mão-de-obra assalariada, moeda substituindo o sistema de trocas, relações bancárias, fortalecimento do poder da burguesia e desigualdades sociais.
Essa fase foi fundamental para se desenvolver o capitalismo, pois permitiu o grande acúmulo de capitais na mão da burguesia européia. Essa acumulação inicial de capitais criou condições, no Reino Unido e depois em outros países, para que ocorresse a Revolução Industrial.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Capitalismo Industrial
Grupo: Caio Enrique, Charles Souza, Esdras Santos, Herbet Douglas, Humberto Alencar, José Alves, Juliana Rodrigues e Zeus Justino O capitalismo industrial é um novo período desse método econômico, que surgiu devido à ação de revoluções políticas e tecnológicas, a partir da metade do século XVIII. Consequentemente, o capitalismo comercial que surgiu no final do século XIV, perdeu espaço para essa nova fase. Fatores políticos, sociais e econômicos foram preponderantes para o crescimento desse novo capitalismo.
Nessa fase, houve um grande choque devido às mudanças nas técnicas e no modo de produção. O trabalho artesanal foi deixado de lado e as máquinas passaram usadas em grande escala. Esse período ficou conhecido como Revolução Industrial, onde teve início na Inglaterra em meados do século XVIII.Outro fator importante tanto na política, quanto na economia, foi a Revolução Americana (1776). Onde houve um grande choque em um dos pilares do capitalismo comercial, o método de colônias que se mantinham na dependência das capitais européias. Outra transformação importante foi a Revolução Francesa (1789), na qual pretendia a derrubada do Antigo Regime para prevalecer o poder dos nobres e do clero sobre as demais camadas sociais.
O mecanismo da economia industrial baseava-se em ideias do liberalismo surgidas no final do século XVIII. Um dos mais importantes teóricos liberalistas foi Adam Smith, que defendia a não interferência do Estado na economia.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Geografia, professor Lins. (Fordismo)
Grupo: Luiz Weber, Manoel Paulo, José Valentim e Rodrigo Araújo.
O que é
Fordismo é um sistema de produção, criado pelo empresário norte-americano Henry Ford, cuja principal característica é a fabricação em massa. Henry Ford criou este sistema em 1914 para sua indústria de automóveis, projetando um sistema baseado numa linha de montagem.
Objetivo do sistema
Objetivo do sistema
O objetivo principal deste sistema era reduzir ao máximo os custos de produção e assim baratear o produto, podendo vender para o maior número possível de consumidores. Desta forma, dentro deste sistema de produção, uma esteira rolante conduzia a produto, no caso da Ford os automóveis, e cada funcionário executava uma pequena etapa. Logo, os funcionários não precisavam sair do seu local de trabalho, resultando numa maior velocidade de produção. Também não era necessária utilização de mão-de-obra muito capacitada, pois cada trabalhador executava apenas uma pequena tarefa dentro de sua etapa de produção.
O fordismo foi o sistema de produção que mais se desenvolveu no século XX, sendo responsável pela produção em massa de mercadorias das mais diversas espécies.
Declínio do fordismo
O fordismo foi o sistema de produção que mais se desenvolveu no século XX, sendo responsável pela produção em massa de mercadorias das mais diversas espécies.
Declínio do fordismo
Na década de 1980, o fordismo entrou em declínio com o surgimento de um novo sistema de produção mais eficiente. O Toyotismo, surgido no Japão, seguia um sistema enxuto de produção, aumentando a produção, reduzindo custos e garantindo melhor qualidade e eficiência no sistema produtivo.
Fordismo para os trabalhadores
Fordismo para os trabalhadores
Enquanto para os empresários o fordismo foi muito positivo, para os trabalhadores ele gerou alguns problemas como, por exemplo, trabalho repetitivo e desgastante, além da falta de visão geral sobre todas as etapas de produção e baixa qualificação profissional. O sistema também se baseava no pagamento de baixos salários como forma de reduzir custos de produção.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Trabalho de Geografia - Lins (2° ano - I)
Grupo: Caio
Enrique, Charles Souza, Esdras Santos, Humberto Alencar, José Alves e Zeus
Lima Série: 2° ano – I
Fordismo
O fordismo foi
instituído pelo norte-americano Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, em
Highland Park, e refere-se ao modelo de produção em massa. Esse sistema tinha o
objetivo de aumentar a produção através da eficiência e diminuir o preço do
produto causando um grande aumento das vendas, permitindo que o produto continuasse
com o preço baixo.
Esse sistema
alavancou a indústria automobilística, surgindo os primeiros automóveis na
metade do século XIX. Porém os carros eram muito lentos. Na última década desse
mesmo século, foram criados os motores à combustão desenvolvidos pelos alemães
Benz e Daimler, devido a isso houve um acelerado aperfeiçoamento dos
automóveis.
Dentro desse
sistema, existem dois tipos de fabricação: o artesanal, de Rolls Royce, e o de
construção em grandes séries, de Henry Ford. O modo artesanal, os carros eram
construídos lentamente, com isso eram de melhores qualidades, porém o preço era
altíssimo. Já no fordismo a produção em grande escala fez com que a qualidade
dos automóveis caíssem, deixando os veículos com preços baixos, tornando-se um
meio de transporte acessível à boa parte da população.
Devido ao aumento das vendas de automóveis,
começaram a serem feitas pesquisas para melhorar a dinâmica do veículo
(velocidade, capacidade de carga), com isso surgiram problemas para a melhoria
de seu rendimento. Assim, as diferentes montadoras começaram a buscar novidades
e melhorias para atraírem mais consumidores.
O fordismo teve seu
grande momento entre (1945-1968), que ficou conhecido como os anos dourados. Entretanto, sua rigidez de gestão industrial
causou o seu declínio. Ford citou uma frase que ficou bastante conhecida, que
dizia que poderiam produzir automóveis de diversas cores, desde que fossem
pretos. Isto porque, a tinta preta secava mais rapidamente do que as outras
cores, assim os carros poderiam ser montados em menos tempo, ou seja,
produzirem mais.
Enquanto para os
empresários o fordismo foi muito positivo, para os trabalhadores ele gerou
alguns problemas como, por exemplo, trabalho repetitivo e desgastante, além da
falta de visão geral sobre todas as etapas de produção e baixa qualificação
profissional. O sistema baseava-se no pagamento de baixos salários como forma
de reduzir custos de produção.
Na década de 70
houve a crise da energia, devido a isso, as montadoras se preocuparam em
fabricar automóveis de baixo consumo, para atender a população da época. Nessa
mesma década, o fordismo entrou em declínio. A General Motors (GM) alarga sua
produção e sua gestão. Lançando diferentes mo-delos de veículos, diversas cores
e adota um sistema de gestão profissionalizado. Assim a GM ultrapassa a Ford,
tornando-se a maior montadora mundial.
Na década de 1970,
após os choques do petróleo e a entrada de competidores japoneses automobilís-
ticos, o fordismo entra em crise e é substituído pela produção enxuta, modelo
baseado no Sistema To- yota de Produção.
Em 2007, a Toyota
torna-se a maior montadora automobilística, acabando com o fordismo.
Fordismo
alunos:Daniel gomes,Renata luiza,Thaina fernanda.
O que é
Fordismo é um sistema de produção, criado pelo empresário norte-americano Henry Ford, cuja principal característica é a fabricação em massa. Henry Ford criou este sistema em 1914 para sua indústria de automóveis, projetando um sistema baseado numa linha de montagem.
Objetivo do sistema
Objetivo do sistema
O objetivo principal deste sistema era reduzir ao máximo os custos de produção e assim baratear o produto, podendo vender para o maior número possível de consumidores. Desta forma, dentro deste sistema de produção, uma esteira rolante conduzia a produto, no caso da Ford os automóveis, e cada funcionário executava uma pequena etapa. Logo, os funcionários não precisavam sair do seu local de trabalho, resultando numa maior velocidade de produção. Também não era necessária utilização de mão-de-obra muito capacitada, pois cada trabalhador executava apenas uma pequena tarefa dentro de sua etapa de produção.
O fordismo foi o sistema de produção que mais se desenvolveu no século XX, sendo responsável pela produção em massa de mercadorias das mais diversas espécies.
Declínio do fordismo
O fordismo foi o sistema de produção que mais se desenvolveu no século XX, sendo responsável pela produção em massa de mercadorias das mais diversas espécies.
Declínio do fordismo
Na década de 1980, o fordismo entrou em declínio com o surgimento de um novo sistema de produção mais eficiente. O Toyotismo, surgido no Japão, seguia um sistema enxuto de produção, aumentando a produção, reduzindo custos e garantindo melhor qualidade e eficiência no sistema produtivo.
Fordismo para os trabalhadores
Fordismo para os trabalhadores
Enquanto para os empresários o fordismo foi muito positivo, para os trabalhadores ele gerou alguns problemas como, por exemplo, trabalho repetitivo e desgastante, além da falta de visão geral sobre todas as etapas de produção e baixa qualificação profissional. O sistema também se baseava no pagamento de baixos salários como forma de reduzir custos de produção.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Geografia- 2 ano I
2º ano
I
Grupo:Bárbara
Simplício; Natalia Guedes; Kamilla Cardoso; Maria Izabelle; Matheus Araruna;
Kalenya Melo; Mateus Nóbrega.
Fordismo
É
o nome dado ao modelo de produção automobilística em massa, instituído pelo
norte-americano Henry Ford. Esse
método consistia em aumentar a produção através do aumento de eficiência e
baixar o preço do produto, resultando no aumento das vendas que, por sua vez,
iria permitir manter baixo o preço do produto.
Os
primeiros automóveis surgiram na segunda metade do século XIX. No entanto, eram
tão lentos na locomoção que se igualavam às carruagens. Foram os motores
a combustão desenvolvidos
pelos alemães Benz e Daimler, na última década do século XIX, que incentivaram
o rápido aperfeiçoamento dos automóveis.
Nesse
contexto, destacam-se dois modelos de fabricação: o artesanal, de Rolls Royce,
e o de construção de grandes séries, de Henry Ford; no modo artesanal,
construíam-se e ajustavam-se as peças em cada carro, que compreendia num trabalho mais
lento, portanto de maior qualidade, mas de alto preço. Já no Fordismo, a
fabricação em série implicou na queda da qualidade dos veículos. Em
contrapartida, o carro ficou mais barato, tornando-o um meio de transporte
acessível às pessoas. Essa cadeia de montagem em massa se intensificou na
segunda década do século XX.
A
popularização do veículo particular estimulou as pesquisas para
o aprimoramento e melhorias de rendimento (aumento de aceleração, velocidade,
capacidade de carga) o que se traduziu no surgimento de novos problemas (freios,
perfis mais aerodinâmicos, necessidade de tornar mais leve o peso). Assim, as
montadoras iniciaram a corrida para oferecer novidades e captar clientes.
Quando
ocorreu a crise de energia nos anos 70, houve um investimento maior das
montadoras em fabricar automóveis de baixo consumo, de modo a atender a
necessidade dos condutores de veículos daquela época. Na década de 80, elas
introduziram o universo da eletrônica no mundo do automóvel.
O Fordismo
é utilizado até hoje na fabricação de automóveis. Foi e continua sendo o único
modelo de produção capaz de atender a demanda exigida pela sociedade atual. Com
a crise econômica de 2008 e 2009 no sistema imobiliário dos EUA e sua consequência
no mercado global, inúmeras
montadoras sofreram uma enorme queda nas vendas e tiveram de demitir seus
funcionários pela repercussão da crise também no mercado de automóveis.
Geografia / Lins - Fordismo
Colégio QI
João Pessoa, 18/05/2012
Grupo: Gilson Melo, Mayara Baranowski, Ramon Lemos, Pietra Simplicio, Brenda Brunnett e Amanda Brunet
Serie: 2° - Ano – I
Fordismo
Termo criado por Antonio Gramsci, em 1922 refere-se aos sistemas de produção em massa e gestão idealizados em 1913. Trata-se de uma forma de racionalização da produção capitalista baseada
em inovações técnicas e organizacionais que se articulam tendo em vista, de um
lado a produção em massa e, do outro, o consumo em
massa. Fordismo, termo criado por Antonio Gramsci, em 1922 refere-se aos sistemas de produção em massa e gestão idealizados em 1913pelo empresário estadunidense Henry Ford (1863-1947), fundador
da Ford Motor Company, em Highland Park, Detroit. Trata-se de uma forma
de racionalização da produção capitalista baseada
em inovações técnicas e organizacionais que se articulam tendo em vista, de um
lado a produção em massa e, do outro, o consumo em
massa.
Uma das
principais características do fordismo foi o aperfeiçoamento da linha de montagem. Os veículos
eram montados em esteiras rolantes, que se
movimentavam enquanto o operário ficava praticamente parado. Buscava-se assim a
eliminação do movimento inútil: o objeto de trabalho era entregue ao operário,
em vez de ele ir buscá-lo. Cada operário realizava apenas uma operação simples
ou uma pequena etapa da produção. Desta forma não era necessária quase nenhuma
qualificação dos trabalhadores.
O método de produção fordista exigia
vultosos investimentos em máquinas e instalações, mas
permitiu que a Ford produzisse mais de 2 milhões de carros por ano, durante a década de
1920.
O fordismo teve seu ápice no segundo pós-guerra (1945-1968), que ficaram
conhecidas na história do capitalismo como os
anos dourados. Entretanto, a rigidez deste modelo de gestão industrial foi
a causa do seu declínio. Ficou famosa a frase de Ford, que dizia que poderiam
ser produzidos automóveis de qualquer cor, desde
que fossem pretos. Isto porque a tinta preta secava mais rapidamente, e os
carros poderiam ser montados em menos tempo.
A partir da década de
1970, o fordismo entra em declínio. A General Motors flexibiliza sua
produção e seu modelo de gestão. Lança diversos modelos de veículos, várias
cores e adota um sistema de gestão profissionalizado, baseado em colegiados.
Com isto a GM ultrapassa a Ford, como a maior montadora do mundo.
Na década de 1970, após os choques do
petróleo e a entrada de competidores japoneses no mercado automobilístico, o
fordismo e a produção em massa entram em crise e começam
gradativamente, sendo substituídos pela produção enxuta, modelo de produção baseado no Sistema Toyota de Produção ou toyotismo.
Em 2007 a Toyota torna-se a maior montadora de veículos
do mundo e põe um ponto final no fordismo.
sábado, 19 de maio de 2012
Trabalho de Geografia | Professor Lins | Grupo : BRUNA EDUARDA, DIAGO CORREIA ,FELIPE MARQUES, HEBERT DANILO, IVAN RIBEIRO ,LÍVIA BARBOSA, PAOLA LACERDA, ROSENILDA VIEIRA, SAULO WANDERLEY e THAYNÁ MARIA
- FORDISMO -
Henry Ford (1863-1947), ícone da
indústria automobilística, a par de utilizar os métodos afetos a separação do
trabalho mental do manual, agregou outros aspectos, como peças intercambiáveis
e correias transportadoras, gerando um novo modelo de fábrica, a conhecida
linha de montagem, com sistema de produção seqüencial e série rotinizada,
marcando um novo aspecto da organização do trabalho. Surge o fordismo.
Intensificou-se ainda mais a
transformação dos tempos mortos em trabalho produtivo. O trabalho era ritmado.
A produção em cadeia.
Utilizava-se uma esteira rolante,
comboio automático ou dispositivo outro de transferência de peças, em que os
componentes para a fabricação de veículos eram transportados, sendo que, à
medida que passavam, com paradas periódicas, os homens executavam operações
simples, embora tornando necessários movimentos precisos e ritmados com
acompanhamento da cadência da máquina. Ela, a máquina, fornecia o produto e
controlava o trabalhador.
Daí exsurgiu que o aceleramento do
ritmo de produção foi ocasionado tanto pela mutação na organização trabalho,
como pelo controle que se conseguiu sobre o ritmo de montagem.
Como se percebe, não foi de Taylon,
e sim de Ford, a invenção da cadeia no processo do trabalho, a qual se reporta
a imagem veiculada por Charles Chaplin no filme “tempos modernos” (1936),
realizando muitas vezes idêntico movimento. De qualquer maneira, tanto um como
o outro acentuaram as formas de divisão de trabalho que a eles precederam,
agindo o primeiro preponderantemente na intensificação da divisão vertical e o
sendo sobre a divisão horizontal.
Com Ford, a divisão horizontal do
trabalho receberia maior sistematização, estampada na distribuição ordenada de
postos de trabalho e nas próprias instalações, sendo as operações especializadas
e mecanizadas já existentes ainda mais divididas. Por conseguinte, adveio a era
do “trabalho em migalhas”, objeto de análise posterior ensaio de idêntica
denominação por Georges Friedman.
Cada trabalhador conhecia apenas seu
âmbito de trabalho imediato, estando sujeito ao encadeamento sucessivo de
postos mecanizados. Apesar disso, nem mesmo essa sistemática teve força para
suprimir integralmente atos de sabotagem e momentos de liberdade dos operários,
pelo que se tornou necessário o estabelecimento de uma teia de poder mais
complexa, com escalonamento em níveis hierárquico, também multidivididos.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Trabalho de Lins- GRUPO
Morte e violência no campo
A violência no campo vem aumentando a cada
ano, em quanto a reforma agrária não for feita vai ser assim. Pra falar da
“Morte e violência no campo” vou citar dois massacres que aconteceram no ano de
1995.
Os massacres de Corumbiara e Eldorado dos
Carajás foram manchete de jornais do mundo todo, causando constrangimento ao
país.
Em 14 de julho de 1995, cerca de 600
famílias ocuparam a fazenda Santa Eliana, no município de Corumbiara, Rondônia.
A justiça expediu liminar de manutenção de posse em favor do fazendeiro e
encaminhou ofício ao comando da polícia militar exigindo a retirada dos
posseiros. Em 9 de agosto, a liminar foi cumprida, resultando em um dos maiores
massacres do país: foram mortos dez trabalhadores rurais e a menina Vanessa, de
apenas 7 anos. As mortes, segundo os legistas, foram feitas de forma sumária,
com tiros na cabeça. A Comissão Internacional de Direitos Humanos da
Organização dos Estados Unidos (OEA) processou o governo brasileiro por esse
massacre.
Já em setembro de 1995, em torno de 2 mil
famílias acamparam na beira da rodovia PA-275, em Curionópolis, Pará, visando à
fazenda Macaxeira, de 42.448 hectares, que já havia sido considerada
improdutiva pelo Incra. Após cinco meses sem resposta do governo, as famílias
ocuparam a fazenda.
Em seu
artigo no livro “A história da luta pela
terra e o MST”, Bernado Mançano Fernandes relata os acontecimentos do dia
17 de abril de 1996. Os camponeses bloquearam a rodovia de acesso a Eldorado
dos Carajás como forma de reindivicação. Houve confronto e a polícia militar
disparou suas metralhadoras. Segundo os laudos, houve execuções: 13
trabalhadores receberam tiros depois de rendidos. O saldo foi de 19 mortos, 69
feridos e pelo menos 7 desaparecidos.
Os movimentos sócias rurais de todo o
mundo consideram essa data o dia internacional de luta pela terra.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Trabalho (GRUPO) de Geografia, Lins
Grupo : Caio Enrique, Charles Souza, Esdras Santos, Humberto Alencar, José Alves, Zeus Lima e Pietra Simplício.
Série : 2° ano - I
Mortes no campo
Todos
nos já ouvimos falar, sobre o descaso das autoridades com as mortes e os atos
de violência no campo. Vários inocentes morreram por não aceitarem, ou não
ajudar os grandes proprietários de terras. A Semana do Meio Ambiente trouxe à tona
uma realidade extremamente danosa e para a qual a sociedade brasileira tem
prestado pouca atenção. Depois da rumorosa morte da missionária norte-americana
Dorothy Stang, assassinada em 2005 por defender camponeses sem-terra em Anapu,
no Estado do Pará, quatro líderes camponeses foram mortos nas últimas semanas
e, segundo a Comissão Pastoral da Terra, da Igreja Católica, 1 mil e 500
pessoas foram mortas desde 1985, e 125 estão em listas de ameaçados de morte.
Finalmente o
Governo esta enxergando a verdadeira situação do país, e decidiu rever as
questões da segurança no campo. Só em Pará teve mais 219 mortes no campo nos
últimos 10 anos, por isso eles estão colocando mais oficiais da policias pra
trabalharem nessas áreas para rever os casos que ficaram impunes em relação
às mortes.
Geografia / Lins - Morte e Violencia no Campo Agrario
Violência no Campo
A violência pode ser direta
ou indireta, ativa ou passiva. A violência direta é a violência física
empregada contra a pessoa, contra a ocupação e contra a posse camponesa. Ela
pode ser deflagrada por particulares ou pelo Estado e constitui principalmente
em assassinatos, tentativas de assassinato, ameaças de morte, despejos da
terra, expulsões da terra e outras formas que causem danos físicos ou
psicológicos aos trabalhadores rurais e camponeses ou a seus bens. As
tentativas de assassinatos, ameaças de morte e expulsões da terra são formas de
violência privada contra os camponeses. Na violência direta e ativa o Estado
age principalmente com os despejos judiciais e com o uso da força policial no
cumprimento de ordens de despejo e na dissipação de manifestações, o que tem
como consequência mortes e ferimentos. A forma passiva da violência direta
ocorre com a omissão do Estado em relação à violência direta praticada por
particulares contra os camponeses. A violência indireta é uma prática
simultânea do Estado, fazendeiros e empresários. A ação política é a principal
forma de execução dessa violência. Promovendo lobbies e fazendo parte dos
poderes executivo, judiciário e principalmente no legislativo, fazendeiros e
empresários influenciam as decisões que envolvem temas relativos à questão
agrária (VIGNA, 2001). A criminalização da luta pela terra é outro exemplo de
violência indireta contra os camponeses, e que pode gerar formas de violência
direta no seu cumprimento. Essas ações contribuem para impedir o acesso à terra
por meio da reforma agrária.
Uns dos lutadores pelo direito dos trabalhadores
rurais e que foram assassinados:
Margarida Maria Alves
Durante o
período em que esteve à frente do sindicato local, foi responsável por mais de
cem ações trabalhistas na justiça do trabalho regional, tendo sido a primeira
mulher a lutar pelos direitos trabalhistas no estado da Paraíba
durante a ditadura militar.
A sindicalista foi
assassinada por um matador de aluguel com uma escopeta calibre 12. O
tiro a atingiu no rosto, deformando sua face. No momento do disparo, ela estava
em frente à sua casa, na presença do marido e do filho. O crime foi considerado
político e comoveu não só a opinião pública local e estadual, mas a nacional e
internacional, com ampla repercussão em organismos políticos de defesa dos Direitos Humanos. "É
melhor morrer na luta do que morrer de fome" foi um dos motes da militante, que se tornou um símbolo na luta pelos
direitos dos trabalhadores rurais no Brasil.
Francisco Alves
Mendes Filho
Mais conhecido como Chico Mendes, foi um seringueiro, sindicalista e ativista
ambiental brasileiro. Sua atividade política visada à preservação da Floresta
Amazônica e lhe deu projeção mundial.
Em 22 de
dezembro de 1988, exatamente uma semana após completar 44 anos, Chico
Mendes foi assassinado com tiros de escopeta no peito na porta dos fundos de
sua casa. Chico anunciou que
seria morto em função de sua intensa luta pela preservação da Amazônia, e
buscou proteção, mas as autoridades e a imprensa não deram atenção. Após o
assassinato de Chico Mendes mais de trinta entidades sindicalistas, religiosas,
políticas, de direitos humanos e ambientalistas se juntaram para formar o
"Comitê Chico Mendes". Eles exigiam providencias e através de
articulação nacional e internacional pressionaram os órgãos oficiais para que o
crime fosse punido.
Violência no campo, professor Lins.
Grupo: Luiz Weber, Manoel Paulo, Rodrigo Araújo e José Valentim.
A violência no campo
A violência
pode ser direta ou indireta, ativa ou passiva. A violência direta é a violência
física empregada contra a pessoa, contra a ocupação e contra a posse camponesa.
Ela pode ser deflagrada por particulares ou pelo Estado e constitui
principalmente em assassinatos, tentativas de assassinato, ameaças de morte,
despejos da terra, expulsões da terra e outras formas que causem danos físicos
ou psicológicos aos trabalhadores rurais e camponeses ou a seus bens. As
tentativas de assassinato, ameaças de morte e expulsões da terra são formas de
violência privada contra os camponeses. Na violência direta e ativa o Estado
age principalmente com os despejos judiciais e com o uso da força policial no
cumprimento de ordens de despejo e na dissipação de manifestações, o que tem
como consequência mortes e ferimentos. A forma passiva da violência direta
ocorre com a omissão do Estado em relação à violência direta praticada por
particulares contra os camponeses. A violência indireta é uma prática
simultânea do Estado, fazendeiros e empresários. A ação política é a principal
forma de execução dessa violência. Promovendo lobbies e fazendo parte dos
poderes executivo, judiciário e principalmente no legislativo, fazendeiros e
empresários influenciam as decisões que envolvem temas relativos à questão
agrária (VIGNA, 2001). A criminalização da luta pela terra é outro exemplo de
violência indireta contra os camponeses, e que pode gerar formas de violência
direta no seu cumprimento. Essas ações contribuem para impedir o acesso à terra
por meio da reforma agrária.
GEOGRAFIA-Lins/ Violências e Mortes no Campo Agrário
GEOGRAFIA-LINS
A violência no campo no Brasil está diretamente vinculada à concentração da terra e do poder. A concentração fundiária no Brasil é uma das maiores do mundo. Menos de 50 mil proprietários rurais possuem áreas superiores a mil hectares e controlam 50% das terras cadastradas. Cerca de 1% dos proprietários detém 46% de todas as terras. Segundo dados do INCRA, existem cerca de 100 milhões de hectares de terras ociosas no Brasil. Ao mesmo tempo, mais de quatro milhões e meio de famílias de trabalhadores e trabalhadoras rurais não possuem terra e vivem num estado de pobreza extrema.
A concentração de terra está diretamente relacionada como a concentração do poder. Os poucos donos das terras, que sempre receberam privilégios e exerceram influência sobre as instâncias do Estado brasileiro, além de se sentirem donos da natureza e com isso explorá-la até à exaustão, também se comportam como se fossem donos das pessoas, especialmente as mais pobres. Em nome de seus interesses pessoais, financeiros e políticos, os latifundiários exploram, escravizam, ameaçam, torturam e matam aqueles e aquelas que ousam lutar contra seus privilégios. Apenas uma reforma agrária justa, amenizaria esse problema que, no Brasil é secular, o que falta para isso ser solucionado é vontade política e um olhar mais humano em relação aos pobres que vivem nessa região de risco onde o que impera é a lei de quem tem mais. Entretanto, a omissão do governo que procura responder pelos interesses dos poderosos, os grandes latifundiários é notório - nesse planetazinho, só vale quem tem poder aquisitivo, esse é quem fala mais alto nos atos do governo.A violência pode ser direta ou indireta, ativa ou passiva. A violência direta é a violência física empregada contra a pessoa, contra a ocupação e contra a posse camponesa. Ela pode ser deflagrada por particulares ou pelo Estado e constitui principalmente em assassinatos, tentativas de assassinato, ameaças de morte, despejos da terra, expulsões da terra e outras formas que causem danos físicos ou psicológicos aos trabalhadores rurais e camponeses ou a seus bens. As tentativas de assassinato, ameaças de morte e expulsões da terra são formas de violência privada contra os camponeses. Na violência direta e ativa o Estado age principalmente com os despejos judiciais e com o uso da força policial no cumprimento de ordens de despejo e na dissipação de manifestações, o que tem como conseqüência mortes e ferimentos. A forma passiva da violência direta ocorre com a omissão do Estado em relação à violência direta praticada por particulares contra os camponeses. A violência indireta é uma prática simultânea do Estado, fazendeiros e empresários. A ação política é a principal forma de execução dessa violência. Promovendo lobbies e fazendo parte dos poderes executivo, judiciário e principalmente no legislativo, fazendeiros e empresários influenciam as decisões que envolvem temas relativos à questão agrária (VIGNA, 2001). A criminalização da luta pela terra é outro exemplo de violência indireta contra os camponeses, e que pode gerar formas de violência direta no seu cumprimento. Essas ações contribuem para impedir o acesso à terra por meio da reforma agrária.
Analisamos nesta seção as principais formas de violência direta contra camponeses e trabalhadores rurais. Esta violência ocorre paralelamente à agricultura altamente produtiva que caracteriza o agronegócio e por isso configura o que Oliveira (2004) chama de barbárie da modernidade. A Comissão Pastoral da Terra documenta desde a década de 1980 as ocorrências de conflitos e violências no campo brasileiro, cujos dados são publicados desde 1984 no “Caderno conflitos no campo”. Paralelamente aos dados, a pastoral ligada à igreja católica também publica manifestos e relatos de diversos casos de violência contra a pessoa, posse e propriedade de camponeses e trabalhadores rurais. Os relatos e fotos que retratam a barbárie no campo brasileiro mostram uma população pobre, submetida a toda sorte de privação e exploração provocada pela ambição humana frente ausência do Estado. Neste sentido, as publicações da CPT permitem o contato mais sensível com esta realidade e nos faz compreender melhor os dados. Mais do que números, os dados da CPT são informações sobre a situação dos homens e mulheres do campo e retratam a luta dos camponeses brasileiros e as violências por eles sofridas. Certamente esses dados não abrangem a totalidade, mas compreendem parte significativa da realidade, cuja totalidade é ainda mais violenta e desigual. Mais do que algarismos, os números devem ser compreendidos como vidas. Mais do que pontos, linhas e áreas, os mapas devem ser lidos como representação da luta pela terra e da violência sofrida pelos camponeses e trabalhadores no campo; eles representam famílias que ficam sem casa, sem comida e sem água. O que fazemos é codificar alguns elementos da violenta realidade do campo brasileiro para tornar possível sua apreensão de diversas maneiras; é tornar possível a mensuração e dimensionamento da violência sofrida pelos camponeses com a finalidade de estudá-la e assim contribuir para que esta realidade seja alterada.
Lins - Mortes e violência no campo agrário.
Grupo: Daniel Gomes, Renata Luiza, Thaina Fernanda e Thamy Rafaella.
Tomamos a conflitualidade da questão agrária brasileira como referência neste trabalho. A conflitualidade é formada pelo conjunto de conflitos que, ao serem resolvidos, levam ao desenvolvimento. Desta forma, o conflito é inerente ao desenvolvimento. No interior da questão agrária, o conflito é resultado do enfrentamento entre o território do campesinato e do latifúndio e agronegócio. O conflito surge da diferença de interesses entre esses territórios e a sua solução vem da mediação do que esses dois territórios consideram problemas. É através desta mediação que ocorre o desenvolvimento. Por apresentarem interesses e estratégias divergentes, a resolução dos conflitos entre esses dois territórios nunca é total e requer constante intervenção do Estado. O conflito não é sinônimo de violência. Conflito é uma ação criadora para a transformação da sociedade e a violência é uma reação ao conflito, caracterizada pela destruição física ou moral; é a desarticulação do conflito por meio do controle social. A violência tenta por fim ao conflito sem que haja resolução dos problemas e por isso barra o desenvolvimento. Ocupações de terra, acampamentos, defesas de interesses junto ao parlamento e ao governo são formas de conflito. Assassinatos, ameaças de morte, expulsões da terra, despejos da terra e trabalho escravo são formas de violência.
Tomamos a conflitualidade da questão agrária brasileira como referência neste trabalho. A conflitualidade é formada pelo conjunto de conflitos que, ao serem resolvidos, levam ao desenvolvimento. Desta forma, o conflito é inerente ao desenvolvimento. No interior da questão agrária, o conflito é resultado do enfrentamento entre o território do campesinato e do latifúndio e agronegócio. O conflito surge da diferença de interesses entre esses territórios e a sua solução vem da mediação do que esses dois territórios consideram problemas. É através desta mediação que ocorre o desenvolvimento. Por apresentarem interesses e estratégias divergentes, a resolução dos conflitos entre esses dois territórios nunca é total e requer constante intervenção do Estado. O conflito não é sinônimo de violência. Conflito é uma ação criadora para a transformação da sociedade e a violência é uma reação ao conflito, caracterizada pela destruição física ou moral; é a desarticulação do conflito por meio do controle social. A violência tenta por fim ao conflito sem que haja resolução dos problemas e por isso barra o desenvolvimento. Ocupações de terra, acampamentos, defesas de interesses junto ao parlamento e ao governo são formas de conflito. Assassinatos, ameaças de morte, expulsões da terra, despejos da terra e trabalho escravo são formas de violência.
Os dados da CPT de 2006 mostram que naquele ano, nos
1.657 conflitos
(34) com violência
contra no campo, 783.801 camponeses e trabalhadores rurais sofreram algum tipo
de violência. Dentre esses brasileiros 39 foram assassinados, 72 foram vítimas
de tentativa de assassinato, 57 mortos em consequência do conflito, 207
ameaçados de morte, 30 torturados, 917 presos e 749 foram agredidos e/ou
feridos. Tomamos para análise mais específica os dados de assassinato, ameaças
de morte e tentativa de assassinato. Nos vinte anos que compreendem o período
analisado (1986-2006), os camponeses e trabalhadores rurais assassinados foram
cerca de 1.100, as ameaças de morte foram cerca de 3.200 e as tentativas de
assassinato pouco mais do que 1.000.
Além de sofrerem violência direta contra a pessoa, os
camponeses também sofrem violência direta contra as ocupações de terra, contra
suas posses e seus bens. Nesse conjunto de violências, em 2006 a CPT registrou
1.212 ocorrências que totalizaram 1.809 famílias expulsas da terra, 19.449
despejadas da terra, 12.394 ameaçadas de expulsão, 16.389 ameaçadas de despejo,
5.222 casas destruídas, 2.363 roças destruídas e 4.165 bens destruídos. Tomamos
para a análise os despejos judiciais, praticados pelo Estado, e as expulsões da
terra, praticada por particulares. Essas violências contra a ocupação e a posse
estão intimamente ligadas à prática da violência contra a pessoa, pois, no ato
de despejo ou de expulsão, as forças militares ou os jagunços empregam força.
Os despejos e expulsões são ações que barram a solução do problema agrário
brasileiro, pois não resolvem o conflito.
Assinar:
Postagens (Atom)