sexta-feira, 30 de março de 2012

Este trabalho foi passado pelo professor de Biologia Boaz Obedi.


Grupo: Pietra Simplício, José Alves, Esdras Santos, Charles Souza, Zeus Lima, Caio Enrique e Humberto Terceiro.     Turma: 2 Ano I.



                             Fungos

Os fungos não possuem flores e se multiplicam por células muito pequenas. Estas células são chamadas espórios e se desenvolvem ao caírem em solo úmido, ambiente ideal para o crescimento de um novo fungo. Por não possuir clorofila, que é essencial para garantir a alimentação das plantas, esta forma de vida age como parasita, se alimentando da comida de outras formas de vida. Alguns tipos agem em seres humanos provocando várias doenças
    Os fungos parasitas vivem à custa de outros seres vivos, provocam doenças em plantas e animais. Nas plantas, algumas das doenças mais conhecidas são a "ferrugem" do café, do feijão e do trigo o "carvão" da cana-de-açúcar; e a "murcha" do algodão.
Os agricultores usam fungicidas para eliminar os fungos das plantas. Atualmente, é comum selecionar para o plantio plantas geneticamente resistentes aos fungos.Os fungos são capazes de penetrar na camada de celulose que protege as plantas. Alguns destroem a substância responsável pelo enrijecimento do tronco e do caule das plantas.
      Micoses - As doenças provocadas por fungos são conhecidas como micoses. Entre as que podem acometer o ser humano, podemos citar o "sapinho", comum na boca de bebês, e as frieiras nos pés. Há micoses que atacam órgãos internos, por exemplo, os pulmões, e podem provocar a morte do indivíduo.


     Os fungos podem infectar a nossa pele e multiplicar-se causando as micoses. Para ocorrer essa multiplicação, são necessárias condições que favoreçam a ação dos fungos: a umidade e o calor, comuns nas virilhas, entre os dedos (principalmente os dos pés) e no couro cabeludo; dessas regiões os fungos podem espalhar-se por outras áreas do corpo.
     Como evitar as micoses:
  • Lavar-se com água e sabão, pois a higiene á a melhor maneira de prevenção.
  • Evitar calor e umidade em áreas de dobra de pele: enxugá-las bem após o banho; não ficar muito tempo com roupas de banho úmidas (maiô e calção, por exemplo).
  • Usar roupas leves e claras durante o verão.
  • Evitar o uso contínuo de tênis, calçados de borracha ou sapatos apertados.
  • Usar meias claras, limpas e bem secas.
  • Manter as unhas curtas e limpas.
 Doenças causadas por fungos em plantas:
Mancha de Diplocarpon
A "Mancha-de-Diplocarpon" é muitas vezes confundida com a "Mancha de Micosferela". É causada pelo fungo Diplocarpon earliana (Ell. et Ev.) Wolf. Também é referida como "escaldadura foliar". A doença pode atacar, além das folhas, os pecíolos, pedúnculos, cálices florais e estolões. Manifesta-se por manchas irregulares de coloração purpúrea, sem o centro branco presente na micosferela.
Controle: Uso das medidas gerais de controle. No controle químico são utilizados fungicidas registrados e indicados para o controle desta doença, citando-se: dodine e o tiofanato metílico.
Mancha de Dendrofoma
A mancha de dendrofoma é também conhecida como "Crestamento das Folhas", esta doença é considerada de importância secundária para a cultura do morangueiro. É causada pelo fungo Dendrophoma obscurans (Ell. et Ev.) H.W. Anderson, e ocorre no final do ciclo, principalmente em folhas velhas e quando as temperaturas são mais elevadas. São manchas arredondadas que podem atingir 5 a 25 mm de diâmetro, com o centro marrom ou castanho circundado por uma zona purpúrea.
Controle: Utilizar as medidas gerais de controle.
Mancha Angular- A mancha angular é também conhecida como "mancha bacteriana", esta doença é causada pela bactéria Xanthomonas fragariae Kennedy & King. Inicialmente aparecem pequenas manchas angulares, encharcadas, de coloração verde-clara na face inferior dos folíolos. As lesões aumentam seu tamanho, tornam-se visíveis, apresentando manchas irregulares, marrom-avermelhadas, revestidas por um exsudado da bactéria na face inferior da folha. A disseminação da doença é feita através de mudas contaminadas, sendo favorecida por outros meios, como água da chuva e irrigação.
Controle: Utilizar as medidas gerais de controle. O controle químico tem pouca eficiência.
Oídio- Esta doença é causada pelo fungo Sphaerotheca macularis, embora alguns autores mencionem o agente causal como S. humilii. É muito freqüente em climas quentes e úmidos. Manifesta-se sob a forma de manchas esbranquiçadas pulverulentas inicialmente na face inferior das folhas, de forma e distribuição irregular sobre as folhas, estolões, flores e frutos. As folhas atacadas murcham, enrolam-se em direção à nervura central, secam e caem. Esta doença também afeta os frutos que inicialmente se apresentam descoloridos e manchados.
Controle: Além das medidas gerais, deve-se dar destaque ao uso de mudas fiscalizadas e mais tolerantes ao oídio, e o uso de fungicidas do grupo dos IBE e estrobilurinas.
Antracnose- Esta doença se caracteriza por apresentar manchas necróticas, deprimidas, de cor escura, nos estolões, pecíolos folhas e frutos. É provocada por várias espécies de Colletotrichum, dentre as quais são citadas C. fragariaeC. acutatum e C. gloeosporioides (Glomerella cingulata). Nas plantas infectadas é verificado apodrecimento seguido de coloração marrom no rizoma, daí ser também chamada de "doença de chocolate". Os frutos colonizados pelo patógeno desenvolvem uma podridão seca e escurecem mumificando os frutos imaturos e apodrecendo totalmente os frutos maduros, às vezes pela invasão dos tecidos por outros agentes patogênicos. Em condições mais favoráveis de temperatura amena e alta umidade, pode-se observar sobre as lesões uma massa rósea característica do fungo. Os conídios contidos nesses locais são dispersados para outras plantas pelo respingo de gotas de chuva.
Controle: Recomenda-se adotar as medidas gerais de controle de doenças. Além disto, para diminuir a incidência desta doenças é importante utilizar mudas produzidas em solos livres da doença, em locais isolados ou afastados das lavouras destinadas à produção de frutos.
Podridões das Raízes
São causadas por um complexo de fungos do solo como: Fusarium sp., Rhizoctonia sp,.Cylindrocladium sp. e Phytophthora sp, entre outros, que poderão estar associados a nematóides e a outros microorganismos. No sistema radicular podem aparecer lesões necróticas pardas e, com o avanço da doença, os tecidos podem se desprender com facilidade.
Controle: As medidas de controle que têm maior efeito para a redução de perdas causadas por estas doenças são o uso de mudas sadias, o plantio em solo sem infestação prévia ou onde tenha sido feita a rotação de culturas, a drenagem adequada e o uso de variedades tolerantes aos fungos do solo
Causadores de fungos no jardim:
São vários os meios de uma doença se espalhar pelas plantas do seu jardim, mas é possível evita-las. As causas mais prováveis estão listadas a seguir:
  • Excesso de água na rega - Causa excesso de umidade e apodrecimento da planta.
  • Má drenagem - Gera acúmulo de água na base da planta.
  • A doença está no ambiente - Impossibilita cultivar certas plantas em algumas regiões.
  • Planta muito sensível - Algumas plantas tendem a sofrer mais ataques de doenças que outras.
  • Planta estressada - Luz, regas, ou podas inadequadas, e falta de nutrientes podem causar enfraquecimento das plantas.
  • Insetos transmissores - Os pulgões, por exemplo, podem transmitir alguns vírus às plantas.
Como evitar os fungos no jardim?
Para evitar que seu jardim fique infestado de fungos, alguns são os cuidados que devemos tomar:
  • Regue corretamente - Nem regue nem muito mais, nem muito menos. Ao observar fungos na planta, reduza as regas.
  • Elimine as plantas e ramos doentes - Não adianta as folhas ou galhos que já foram atingidos não serão mais recuperados. Para evitar que a doença se espalhe ainda mais, corte os galhos e folhas doentes, ou arranque as plantas atingidas.
  • Evite compactar a terra- Procure quebrar os torrões da superfície, adicionar matéria orgânica ao solo, não jogar jatos fortes de água no solo, manter o solo coberto com folhas, pedriscos, ou outros materiais.
  • Adube corretamente as plantas - Com o suprimento total de nutrientes, a planta consegue se defender melhor de ataques de doenças.
  • Deixe sua planta na luz certa - Isso evita condições estressantes à mesma, o que favoreceria o aparecimento de doenças.
  • Evite pulgões - Controle-os com pulverização de caldo de fumo ou de água com detergente.
  • Evite plantas que tem problemas na sua região - Plantas de clima quente, quando plantadas em clima frio, podem contrair mais doenças.
  • Elimine as plantas muito doentes - Não adianta insistir na mesma planta, algumas não podem ser plantadas nas condições do seu jardim.

.     Doenças causadas por fungos em animais:
Branquiomicose: causada pelo fungo Branchiomyces sp., essa doença é conhecida, principalmente na Europa e nos EUA, como “necrose das guelras” (gill rot) e também está associada à baixa qualidade da água e pH ácido. Tem como principais sintomas a letargia, o boqueamento na superfície (asfixia) e depois as lesões nas guelras
Mucormicose: causa granulomas viscerais em anfíbios silvestres. 
Podem ser citadas ainda outras doenças como Ficomicose; Aspergilose; Basidiobolomicose; uma infecção semelhante a Ichthophorus , em anfíbios silvestres; Aspergillium sp., Candida sp. e Penicillium sp. em rã-touro; Dermocystidium sp. e Dermosporidium spp. em anfíbios silvestres, estando estes dois gêneros ainda em uma classificação incerta, sendo considerados por alguns pesquisadores como protozoários.
Cromomicose / Cromoblastomicose: com ocorrência em rã-touro e outros anfíbios, estas doenças são causadas pelos agentes Cladosporium sp. e/ou Curvularia sp. que ocasionam a cromomicose ou cromoblastomicose, apresentando granulomas na pele e vísceras com hifas pigmentadas. 
Quitridiomicose: causada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis que se desenvolve em células queratinizadas, causando hiperqueratose e consequente morte por interferência nos processos respiratório e hídrico. Esta doença está associada ao declínio mundial de anfíbios, principalmente nos silvestres e recentemente na rã-touro.
Saprolegniose (micoses dérmicas): comumente causada pelos fungos Saprolegnia, Achlya, Aphanomycese Dictyuchus, chamados de “mofos aquáticos”. Apresentam zoósporos que, por serem biflagelados, “nadam” à procura do hospedeiro. Os peixes, de todas as idades, quando acometidos por micoses dérmicas apresentam alterações no seu comportamento natatório, assumindo posições não compatíveis com sua natureza. Podem comprometer todo o corpo do animal, envolvendo-o com seu talo vegetativo miceliano, caracterizado como “algodão”, inicialmente branco que, posteriormente, pela sujidade, passa a ter coloração marrom. Esses fungos afetam principalmente animais debilitados ou feridos e podem também comprometer animais sadios quando a temperatura está abaixo do limite térmico de conforto da espécie, quando a água apresenta qualidade muito baixa ou com excesso de matéria orgânica, ou ainda quando ocorre alta densidade de peixes, comprometendo toda a população, além da mortalidade dos ovos. A micose dérmica é uma das mais perigosas doenças secundárias na criação de peixes e é muito bem conhecida entre os criadores de espécies ornamentais.
Diagnóstico- O diagnóstico basea-se na presença “visível” do agente, como o crescimento miceliano (presença de hifas); nas lesões de pele, boca e guelras; no exame das ovas e ovos para verificar o crescimento fúngico; nos exames histopatológicos e histoquímicos; na morfologia do agente e na cultura micológica em meios apropriados. Ainda, as condições ambientais também devem ser estudadas visando sua associação com a ocorrência da doença.
Prevenção- Pode ser feita através de medidas como o descarte e/ou o isolamento de animais infectados; manutenção das boas condições higiênico-sanitárias das instalações e utensílios; manutenção da boa qualidade da água e boas práticas de criação animal; limpeza e proteção das fontes e reservatórios de água. Condições adequadas de manuseio e transporte dos animais e a eliminação ou minimização de fatores estressantes também são formas de prevenção. Deve-se destacar ainda a importância quando da aquisição de novos exemplares que serão colocados nos tanques ou como reposição na criação, sendo a prática da quarentena uma das medidas a serem aplicadas. O uso de um período como “vazio sanitário” também deve ser aplicado quando da despesca e retirada de lotes, com seu consequente procedimento de limpeza e, obrigatoriamente, quando da ocorrência de uma doença causada por fungos. O descarte de animais comprometidos, após seu sacrifício, deve ser feito em uma área isolada e cercada da propriedade. Os corpos destes animais devem ser incinerados ou se colocados sob terra, em um buraco, devem ser cobertos com cal virgem. Nunca devem ser reaproveitados, mesmo para alimentação animal.
Tratamento- Todo tratamento deve sempre ser acompanho por um médico veterinário. Para tal, utilizam-se sal e produtos químicos como permanganato de potássio, azul de metileno, formalina, sulfato de cobre e verde de malaquita, além de produtos desinfetantes à base de iodo e cloro, sempre em forma de banho em tanque próprio. O uso desses produtos e de medicamentos antifúngicos específicos como, por exemplo, micostatina e seus derivados, sempre devem ser levado em consideração pelo valor do animal, número de indivíduos comprometidos, doses, modo de aplicação, custos, sistema de criação, destino do animal e presença de resíduos.
Lembrar também que a qualidade geral e as características locais da água podem interferir no desempenho da ação dos produtos químicos. Outro fator importante a ser considerado é o risco da presença de resíduos químicos no organismo animal destinado à comercialização como alimento.
Atualmente, não se tem conhecimento abrangente da importância das doenças e perdas causadas por fungos na piscicultura brasileira, tanto animais de produção, como ornamentais. Quanto à ranicultura, estudos recentes estão sendo feitos visando, principalmente, conhecer a presença e extensão da doença quitridiomicose em ranários comerciais, sendo já identificada em espécies nativas. Para outros fungos, há vários relatos como informações pontuais da presença destes agentes em rãs-touro de criação comercial. Todos os relatos, porém, sem continuidade ou estudos complementares.
O Instituto Biológico, por meio do Centro de P&D de Sanidade Animal, possui forte atuação em ranicultura por meio de consultorias; de procedimentos que envolvem o manejo zootécnico, nutricional e higiênico-sanitário; de orientações sobre métodos e atividades preventivas e profiláticas, além da realização de diversos exames laboratoriais.

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